18 de novembro de 2011

Caminhar no Prado

Lino Ramos

A caminhada é um excelente exercício para manter as pessoas saudáveis. Auxilia na busca por um condicionamento físico, além de serem mínimos os riscos de lesões ortopédicas em comparação a outras atividades. Além disso, aumenta o convívio social de quem a pratica, aumentando o número de amigos e promovendo a interação cordial entre moradores de uma mesma região.

No bairro Prado, zona Oeste de Belo Horizonte, contudo, são poucas as alternativas encontradas pelos moradores na hora de caminhar. Com suas ladeiras íngremes, passeios apertados e trânsito intenso, há poucas opções. Pampas, Platina, Diabase e Dr. Gordiano, dá aos moradores plenas condições de fazerem da prática do exercício físico um caminho para uma vida saudável.Mas, como todo caminho tem os seus percalços, quem insiste em caminhar no quarteirão em torno do Clube dos Oficiais da Polícia Militar, ou simplesmente Academia de Polícia, como o local é mais conhecido na região, terá dificuldade.

Seja no inicio da noite, ou pela manhã bem cedo, quando o volume de caminhantes é maior, é possível perceber que as pessoas chegam a utilizar a via de veículos como alternativa, para não trombar com outros atletas, postes e arvores. Além do mais, em vários pontos a calçada é estreita e cheia de buracos.

Moradora do Prado há mais de um ano, a arquiteta Jacqueline Rosas usa o espaço pelo menos três vezes por semana, mas reclama de suas condições. “É o que de mais plano o bairro oferece para caminhar, mas a situação é muito precária. As demais alternativas são ainda menos viáveis. Outra possibilidade seria seguir a Rua Platina até a igreja do Calafate, mas fica complicado, a rua é de trânsito intenso e as calçadas estão mal conservadas e estreitas demais”, diz, categórica.

A opinião da arquiteta é compartilhada pelo cadete Mauro Borges, que também faz uso do espaço para se exercitar. “Deveriam pensar em alargar a calçada. O espaço é utilizado por inúmeras pessoas, mas sem as devidas condições. Como não há outros locais propícios para a caminhada, todos vêm pra cá, mas estão sujeitos a tropeços e quedas com tantos buracos”, afirma.

De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria de Administração Regional Municipal Oeste, da Prefeitura de Belo Horizonte, não existem reclamações formais sobre o espaço, tampouco solicitações de melhorias na região. O órgão afirmou que a escolha das pessoas por caminhar no local se dá unicamente pelo sentimento de proteção, que advém por se tratar de uma pista em volta de um equipamento da Polícia Militar.

A assessoria da Regional explicou que é impossível adequar a malha viária da região para criar uma pista de caminhada. Quanto à situação da calçada, ao PBH garante que irá acionar a Polícia Militar para tratar do assunto, já que cada imóvel deve zelar pela conservação de seus passeios. Outras medidas, contudo, deverão ser esquecidas. Mesmo diante do número de pessoas que praticam a caminhada no local, não há previsão de intervenção no espaço nem tampouco justifica-se reconhecê-lo como Equipamento Esportivo. A Regional Oeste da PBH aponta a pista existente na Avenida Silva Lobo, no bairro Nova Suíça, como local mais indicado para que os moradores do Prado façam suas caminhadas regularmente.

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