18 de novembro de 2011

Natal deverá ser mais gordo em Belo Horizonte


Empresários do comércio estão otimistas com o final de ano e preveem aumento nas vendas na capital mineira

Lino Ramos

Crescimento no número de vendas, maiores lucros e aumento na contratação de vagas temporárias de emprego. Este deverá ser o balanço do comércio varejista em 2011 na capital mineira na opinião dos empresários mineiros, que estão otimistas com o cenário da economia em Belo Horizonte. De acordo com a Fecomércio/Minas, 88,5% dos lojistas acreditam em vendas superiores às do ano passado. A expectativa é a maior desde 2007.

“O percentual dos otimistas situa-se acima do patamar de 80,3% do último ano. Isso mostra maior confiança na força comercial da data, reforçada pelo clima econômico favorável, apesar dos efeitos da crise internacional sobre a percepção dos consumidores”, explica a gerente do departamento de economia da Fecomércio/Minas, Silvânia Araújo.

Segundo a pesquisa da entidade, 30,5% dos empresários acreditam em um aumento de vendas na faixa dos 10% a 20%, com relação a 2010. Outros 27,2% são ainda mais otimistas: esperam que o crescimento atinja a marca dos 50%. Um dos fatores mais preponderantes para esse otimismo é a redução ou manutenção da taxa de juros praticada pelo mercado. A grande maioria dos empresários – 72,7% - considera que a força do crédito deverá ser a maior alavanca para as compras natalinas.

Além do crédito, outros pontos positivos foram destacados pelos comerciantes que esperam melhores resultados nas vendas em 2011. Para 24,7% dos lojistas, a melhor qualidade dos produtos encabeça a lista, seguida pela maior variedade de itens (17,5%), inovações tecnológicas a preços mais acessíveis (16,2%) e o aumento de empregos formais na capital, com 14,3%.

A economista da Fecomércio dá dicas para os lojistas que queiram ter sucesso em suas vendas no final do ano. “Estoques, condições de pagamentos e equipe treinada constituem a combinação perfeita”, diz Silvânia. “O tripé formado por equipe, estoque e vitrine dá vida à rotina e aos processos de relacionamento do comércio, o que garante um ambiente saudável para as compras”, completa.

Ainda segundo a Fecomércio/Minas, os tablets serão a grande novidade nas compras de Natal em 2011. Os computadores de mão, lançados ano passado, estão na lista dos presentes preferidos pelos belo-horizontinos, com 10,8% de chance de compra. As roupas, tradicionais, lideram a lista com 16,2%, seguidas por computadores e notebooks (11,6%) e celulares e smartphones (11,3%).

Demanda por vagas temporárias aumenta

O otimismo dos comerciantes por um Natal mais movimentado que o de 2010 no índice de vendas pode ser comprovado pelo aumento de vagas temporárias no mercado este ano. A estimativa é que 17,9% dos empresários contratem novos funcionários, com o objetivo de atender melhor os consumidores. O número de contratações deverá ser entre 3% e 6% maior que no ano passado.

Se em 2010 o número de funcionários temporários chegou a 8.085, este ano o número de vagas deverá ser superior a 8.500. Segundo o presidente da CDL/BH, Bruno Falci, a elevação deverá acontecer devido à baixa taxa de desemprego e à expansão do crédito. Falci lembra, ainda, que o pagamento do 13º salário irá injetar cerca de R$ 110 bilhões na economia, impulsionando ainda mais as vendas do comércio.

Além do crescimento em relação a 2010, a expectativa é que o Natal desse ano tenha uma efetivação de 20 a 30% do total de vagas temporárias. Com esse volume, espera-se que o índice seja 9% maior que do ano passado. “As efetivações devem-se ao mercado interno aquecido. As classes mais baixas têm se beneficiado do crescimento econômico dos últimos anos, exercendo um papel significativo no aumento das vendas. Os bens de valor agregado são os mais requisitados”, justifica Falci.

O perfil mais solicitado para vagas é de candidatos acima dos 18 anos, com disponibilidade de horário, inclusive finais de semana e feriados, segundo grau completo, comunicativo, desembaraçado, simpático, com boa apresentação e se possível com alguma experiência. “Com a possibilidade de contratação permanente, as empresas estão exigindo profissionais que atendam ao perfil da loja ou produto vendido. Quanto mais sofisticado o produto, como os de tecnologia, por exemplo, maior a exigência dos comerciantes na hora de contratar”, completa Falci.

O número de empregados temporários para cada loja depende de fatores como localização, tipo de produto vendido e promoções preparadas para o período. Segundo Falci, aproximadamente 90% da oferta de vagas temporárias de Natal são para o setor de vendas, estoques, promoções, caixas e cargos como os de demonstradores, degustadores, repositores, auxiliares de crédito e call center.

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